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Gestão financeira para OSCs durante a pandemia

19 de maio de 2020

Queremos apresentar para vocês algumas ideias para rever o orçamento, que está sofrendo muitos impactos por conta do novo coronavírus. Este artigo foi escrito com base no Webinar - Revisão de Orçamento, apresentado no dia 15 de Abril de 2020, por Marcus Moura, Diretor Financeiro e de Operações da Phomenta.

O que é um orçamento e como eu lido com essa situação na crise?

O objetivo é trazer algumas ideias, pois não conhecemos a realidade do financeiro e do caixa de cada instituição, por isso gostaríamos de indicar algumas ferramentas que podem ajudar a trabalhar nesse ponto tão crucial, como a saúde financeira da sua ONG, e um momento tão delicado como o atual. 
Em um momento como esse é comum se sentir paralisado: 

O que eu faço agora? 
Como eu lido com toda essa situação?

A ideia é sair da inércia e começar a agir, uma ação rápida é imprescindível para o sucesso financeiro da sua instituição agora, tentar juntar a equipe, diretoria, trazer ideias e aqui temos o passo a passo para que você comece a reagir.
“O orçamento é uma projeção”

Não faz muito tempo que fizemos um orçamento em 2019 para 2020. Temos algumas premissas, prevemos um cenário econômico, do governo, inflação, analisamos o histórico e desenvolvemos um orçamento para os próximos meses e para o próximo ano. 

As estimativas do futuro, como exemplo: ano passado conseguimos arrecadar X, gastamos Y, prevemos que ano que vem teremos mais atendimentos que este ano, por isso minha despesa deve aumentar. Olhamos como foi o ano, o quanto gastamos e estimamos o que vai acontecer no futuro, projetamos quais serão os gastos fixos, se minha equipe vai aumentar ou não, o que temos previsto para entrada e etc.

Começando essa projeção em janeiro, quando chegamos em março, o cenário mudou e bastante. As premissas mudaram, algumas foram e são: trabalhar em casa, suspender os atendimentos, mudar o foco para atender talvez a alimentação e higiene das pessoas. As estimativas de futuro estão incertas, imaginávamos algo mais estável, e isso não aconteceu.

Temos que rever o que já foi feito, mas o histórico não vai ajudar 100%, ao menos não neste momento, onde tantas coisas mudaram, até a forma de atendimento. Por isso, a importância de revisar o orçamento. 

O que aconteceu com as receitas?
As ONGs têm relatado que houve um decréscimo na maioria das doações concedidas para as organizações nesse momento. Se ainda não caiu, vai cair, pois o desemprego está subindo, jornadas de trabalho caindo pela metade e os salários também, o que impacta nas doações físicas. As empresas também estão diminuindo a parcela que contribuem. 

Em São Paulo, onde existe a nota fiscal paulista, em que se pode doar o crédito da Nota Fiscal para ONGs, se o consumo cai, isso gera um impacto importante. Além disso, alguns recursos de parcerias públicas podem ser afetados. Conversamos com algumas e felizmente nem todos os setores públicos estão interrompendo os repasses, mas alguns podem cancelar repasses, e isso também seria um grande impacto de renda.

Caso você tenha dúvidas sobre os Incentivos Fiscais, recomendamos a conversa que fizemos com o Thiago Alvim, da Nexo investimento Social. Você pode pode assistir este papo abaixo, ou pelo link: https://youtu.be/fWkitMXh3YM. 

As ONGs que geram receita por meio de vendas de produtos e serviços foram seriamente impactadas. Afinal, os eventos estão suspensos, os bazares fechados, não tem como fazer ações para aumentar a receita e nem captar alguns recursos. Aquelas instituições que geram renda com as locações de espaços para eventos de terceiros, auditório ou espaço para cursos também teve uma queda nessa demanda. Vimos uma previsão de que antes de Dezembro o mercado de eventos não terá retornado, e como ficará essa renda?

Para entender alguns aspectos legais que podem interferir na captação de recursos e de gestão de renda, recomendamos o Webinar com advogados, em questões jurídicas e contratuais, abaixo você pode ver na íntegra, ou acessar pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=sG5viorc-oU.

Os 3 maiores Impactos no orçamento - Receita, Caixa e Despesas.

Abaixo, temos uma análise de alguns cenários de impacto no orçamento durante a quarentena, feita com base e uma ONG fictícia, apenas para ilustrar algumas hipóteses.

O que acontece se eu demoro pra reagir com queda acentuada de receitas?

O cenário que analisamos hipoteticamente, em janeiro, tinha previsto e aí chegou o início da quarentena, as receitas caíram significamente, perdendo-se um terço da sua receita. 

Muitas receitas que estavam planejadas para o momento terão que ser repensadas e adaptadas. Temos que lembrar que a receita está fora da organização, é um elemento que como gestor podemos influenciar mas não temos controle, o doador pode parar de doar a qualquer momento, não é uma decisão nossa. Até o poder público pode ter algum problema e não conseguir cumprir com os prazos. Não é uma decisão do gestor, devemos sempre lembrar disso.

O que podemos controlar são as despesas, nesse caso hipotético, essa ONG tentou ao máximo não cortar nenhuma despesa, manter o mesmo padrão, e o que acontece nesse caso é que, em maio, o caixa cai drasticamente, e algumas despesas não tem como ser pagas, independentemente das receitas. Se precisar de empréstimo você acaba criando uma dívida importante.

E se eu reagir rápido, ainda que com um pouco de atraso?
Em um cenário que a receita cai rápido e, apesar de um atraso, a reação também é rápida, em julho já é possível equalizar. Mesmo a receita voltando para um patamar menor, eu já aprendi a viver com menos dinheiro. Por isso, a ideia aqui é mostrar o quão importante é reagir de forma rápida, para não deixar a receita cair cada vez mais. 
Em um cenário em que as receitas caem mais lentamente, pode ser prejudicial, já que pode gerar uma falsa sensação de alívio. Se mantiver as mesmas despesas, em maio, e não rever o seu orçamento, como mostra este outro cenário, em julho, o caixa pode cair abaixo de zero, pode significar não conseguir dar continuidade com o trabalho da sua ONG.

A intenção aqui não é criar pânico, e sim entender que é preciso reagir rápido, rever o orçamento e nos prepararmos para manter o caixa acima de 0, o maior período de tempo que conseguirmos. Ainda que no futuro exista um retorno à “normalidade”, recomendamos que não tenha uma previsão de que as receitas voltem ao mesmo patamar que era antes, por conta de tudo isso que conversamos até aqui.

 

Agora alguns pontos de atenção: 


As 03 possíveis fases que teremos nessa crise:



  1. Responder: No cenário de curto prazo, é importante focar em ações rápidas para responder à crise, pensando em como otimizar o caixa. Esse momento poderá ter diferentes durações dependendo da realidade de cada instituição.
  2. Recuperar: Após a resposta, será importante ser eficiente nas ações tomadas e ser o mais produtivo possível com os mesmos ou até menos recursos.
  3. Retomar e Sustentar: Por último, será importante ver como foi o movimento da sua organização e pensar em como inovar com o novo cenário da economia nacional e global.



03 atitudes necessárias para entender a vida financeira da sua ONG:



  1. Tempo de caixa: Importante fazer o cálculo do tempo de caixa, um cálculo simples para ver o pior cenário: se não entrar mais nenhum dinheiro, quantos meses a organização consegue se sustentar. Tempo de caixa = (caixa atual + recebíveis) / gastos por mês.
  2. Análise do número: Para diminuir os danos, será necessário aumentar o caixa atual ou cortar alguns gastos por mês.
  3. Cenários de caixa: Importante criar uma planilha com pelo menos 3 cenários - otimista, normal e pessimista - para analisar uma possível previsão do futuro da organização.



03 Prioridades:


  1. Priorização: Importante mapear as despesas da sua organização, colocar importâncias numéricas para decidir o que priorizar.
  2. Planilha de priorização: No webinar mostramos uma planilha que pode ser tomada como exemplo para o entendimento dessa priorização.
  3. Cuidados: Cuidado com os cortes que podem trazer impactos a curto prazo, por exemplo: demitir boa parte do time agora terá gastos trabalhistas? O que impactaria no caixa atual?



03 Ideias finais:



  1. Produtividade: Aumentar a produtividade com os recursos disponíveis. Será que não vale à pena 2 pessoas se esforçarem para fazerem o trabalho de 4 pessoas ao invés de cortá-las?
  2. Comitê de crise: Criação de um comitê de crise, com pessoas de diferentes áreas, para analisarem corriqueiramente os impactos da crise em tempo real.
  3. Revisão orçamentária:

Como o cenário é muito incerto, é importante criar a prática de revisar o orçamento da organização de 30 em 30 dias.




Além de todas as dicas, também disponibilizamos os materiais utilizados durante o webinar, clique nos botões abaixo:


Apresentação do Webinar Planilha de Revisão de Orçamento

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Recentemente, montei uma estrutura para conduzir um processo seletivo de voluntárias aqui na Phomenta. Algumas pessoas me perguntaram por que eu estava desenvolvendo etapas que deixariam o processo mais complexo e se eu não tinha receio de que as pessoas desistissem devido à complexidade. Vou compartilhar o que respondi, explicar a importância dessa estrutura e como conseguimos atrair e manter perto de nós as pessoas que realmente querem contribuir. Por que desenhar um processo seletivo estruturado para voluntárias? Desenhar um processo seletivo com etapas claras e bem definidas é essencial para assegurar que as candidatas se comprometam verdadeiramente com cada fase e reflitam se o voluntariado faz sentido para elas. Esse tipo de processo não é apenas uma forma de selecionar os melhores talentos, mas também de verificar se aquelas que se juntam a nós compartilham dos nossos valores e estão alinhadas com o nosso propósito. Um processo seletivo mais detalhado permite identificar quem está realmente disposta a se envolver e quem está apenas explorando uma oportunidade. Divulgação da vaga Para começar, definimos claramente os papéis e responsabilidades, além do tempo de dedicação esperado para as voluntárias. Tudo isso foi explicitado na divulgação da vaga, para que, desde o início, as expectativas estivessem claras para as interessadas. Primeira etapa - triagem de candidatas Após receber as inscrições, realizamos uma triagem criteriosa, avaliando as competências e habilidades das candidatas. Selecionamos aquelas que mais se alinhavam com o perfil que buscávamos e enviamos um e-mail informando sobre as próximas etapas do processo. Segunda etapa - entrega e dinâmica de grupo Nesta etapa, solicitamos uma tarefa prática e informamos que haveria uma dinâmica em grupo. Esse momento foi crucial para observar o comprometimento das candidatas e, como esperado, algumas pessoas desistiram. Isso, no entanto, deixou apenas aquelas que estavam realmente interessadas em seguir adiante e que tinham um verdadeiro desejo de contribuir. Terceira etapa - Seleção final Com base nas etapas anteriores, escolhemos as candidatas que melhor atenderam aos critérios e que demonstraram maior afinidade com a cultura da Phomenta. Em seguida, comunicamos as selecionadas e agendamos da integração para integrar aquelas que iriam começar conosco. Integração A integração na Phomenta é muito mais do que uma simples introdução. É o momento propositivo para apresentarmos o propósito da nossa organização e garantir que todas estejam na mesma sintonia, super motivadas a alcançar os nossos objetivos. Quando nossas voluntárias entendem o impacto social que o seu trabalho pode gerar, o engajamento cresce e o compromisso fica mais forte. Assim como toda nova integrante de um time, as voluntárias precisam mergulhar na nossa cultura organizacional. A integração é uma oportunidade para elas se familiarizarem com características fundamentais da nossa cultura dentro da Phomenta: como nos comunicamos, como trabalhamos, e quais comportamentos valorizamos. Isso facilita a adaptação e ajuda as voluntárias a se sentirem parte do nosso grupo desde o primeiro dia! Durante a integração, é essencial esclarecer o que esperamos de cada uma, desde funções e responsabilidades específicas até o impacto que seu trabalho terá. Essa clareza evita confusões e permite que as voluntárias saibam exatamente como podem brilhar e fazer a diferença. Uma integração bem-planejada faz toda a diferença! Ela aumenta o comprometimento das voluntárias e ajuda a reduzir a rotatividade. Quando elas se sentem acolhidas, bem-informadas e preparadas, é muito provável que continuem engajadas e contribuam com a gente por um bom tempo. Além disso, a integração é a chance perfeita para construir conexões genuínas entre voluntárias e phomenters. Ela cria aquele sentimento gostoso de comunidade e pertencimento, que é essencial para manter a motivação em alta. E tem mais: durante a integração, incentivamos as voluntárias a darem seu feedback sobre a experiência. Isso nos ajuda a fazer ajustes e melhorias, garantindo que todas se sintam apoiadas e que nossa abordagem esteja sempre alinhada com as expectativas. A seguir alguns comentários sobre o processo:
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Disponível em:<[ https://www.viannasapiens.com.br/revista/article/view/97/83 ]>. Acesso em: 30 jan. 2025. GALLEGO, Angélica Helena Santini Montes; GALINDO, Daniel dos Santos. Criança Esperança: exemplo do marketing de causas sociais, articulado pelas relações públicas. In: V CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MÍDIA, 2007, São Paulo. Anais... São Paulo: Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2007. Disponível em: <[ http://www.intercom.org.br/papers/outros/hmidia2007/resumos/R0193-1.pdf] >. Acesso em: 30 jan. 2025. ACEVEDO, Claudia Rosa; OLIVEIRA, Leonardo Domingues de; SILVA, Rafael Mendes; CATÃO, Bruno Alves. Percepção de consumidores sobre ações de marketing de causa de empresas privadas . South American Development Society Journal , São Paulo, v. 6, n. 17, p. 40-58, 2020. Disponível em: https://www.sadsj.org/index.php/revista/article/view/300 . Acesso em: 3 fev. 2025.
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No artigo anterior , discuti sobre algumas das características que diferenciam o Terceiro Setor, além de decisões difíceis que toda liderança de uma ONG enfrenta em sua rotina. E, seguindo a sequência de conteúdos, aaixo compartilharei sobre as etapas de uma decisão com base na literatura do tema. Na liderança de uma organização e na correria do dia a dia, um dos maiores erros que podemos cometer é não estruturar as informações para tomar uma decisão difícil ou importante. O cansaço e/ou a falta de tempo acabam nos levando para um caminho de escolher uma opção pela intuição ou a que soa mais razoável, sem de fato entender nosso verdadeiro objetivo ou explorar e esgotar todas as alternativas possíveis. Uma coisa que aprendi liderando equipes, áreas e uma organização é que nem toda decisão precisa ser tomada no momento em que uma decisão é demandada de você ou de um grupo do qual você faz parte. Com exceção de emergências, quando cada segundo é valioso, podemos pedir mais tempo para refletir melhor sobre as opções levantadas, conversar com outras pessoas e pensar em novas opções. As etapas da tomada e decisão John Hammond, Ralph Keeney e Howard Raiffa apresentam em seu livro “Decisões Inteligentes” um modelo formado por cinco etapas: Problema Qual problema estamos tentando resolver? Muitas vezes partimos para a solução sem delimitar o problema que buscamos solucionar. Objetivo Qual o objetivo principal ao se tomar essa decisão? Alternativas Criação de alternativas viáveis para avaliação posterior Consequências Quais as consequências de cada alternativa? Ao escolher uma alternativa, o que ela gera além de tentar resolver o problema? Concessões (tradeoffs) Dificilmente uma alternativa atenderá todos os objetivos e resolverá completamente um problema difícil e complexo. Ao escolher uma alternativa, do que estou abrindo mão? Decisão Após avaliar e comparar as alternativas, chegou a hora de decidir. Estruturar a decisão seguindo as etapas com certeza ajudará a refletir para uma decisão mais consciente e melhor. Porém, isso não significa um resultado melhor. Aprendemos na prática em nossa vivência nas organizações que não é possível controlar todos os resultados após a tomada de uma decisão. Ou seja, diversos fatores externos influenciarão no resultado final (fenômeno este muito presente na avaliação de impacto, na qual se discute como isolar os fatores externos), seja porque a equipe não executou como o planejado ou porque alguma nova informação (que surgiu após a decisão) evidenciou que a alternativa escolhida não era a melhor. “Uma boa decisão pode gerar um resultado negativo, assim como uma má decisão pode gerar um resultado considerado negativo” Afinal de contas, o que é uma boa decisão? Para Spetzler, Winter e Meyer, uma boa decisão deve atender a seis critérios: Abordagem apropriada para o problema - responde à pergunta ‘o que desejamos resolver?’. Alternativas criativas - o famoso pensar “fora da caixa”. Às vezes, estamos presos nas opções iniciais disponíveis, quando há uma alternativa melhor que ainda não emergiu. Informações relevantes e confiáveis - as informações coletadas apoiam na tomada de decisão e os dados e indicadores utilizados são confiáveis. Raciocínio lógico - é possível demonstrar a lógica da decisão na escolha da alternativa. Valores e concessões delimitados - os valores que embasam a decisão são explícitos e há consciência do que se está abrindo mão ao escolher uma alternativa em detrimento da(s) outra(s). Compromisso com a ação - a decisão direciona para um caminho. Sem ação, não há resultado na maioria das vezes (como quase tudo tem exceção, em algumas decisões há a alternativa de não fazer nada). Portanto, sabendo que não conseguimos controlar 100% dos resultados, nosso foco deve ser em estruturar melhor a decisão para, a partir das informações disponíveis, escolhermos a melhor alternativa. Quando for avaliar uma decisão meses ou anos depois, lembre-se, foi a melhor decisão com as informações disponíveis naquele momento. Não adianta avaliar uma decisão como ruim considerando informações coletadas posteriormente. No próximo artigo e último da série “Decisões no Terceiro Setor” apresentarei alguns modelos de decisão, explorando os contextos em que cada modelo faz mais sentido. Enquanto isso faça a pré-inscrição da sua organização em nosso programas, clicando no link a seguir: https://www.phomenta.com.br/programas-ongs-pre-inscricao Fontes: Decision Quality: Value Creation from Better Business Decisions Smart Choices
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