Desde as organizações maiores, com mais estrutura e maior número de voluntários e colaboradores, até as menores que possuem uma estrutura menos complexa, os desafios para que todas as atividades sejam cumpridas com êxito, existem.
E para que todas essas atividades estejam alinhadas com a missão de cada organização, o planejamento estratégico é essencial. Mas ele sai mesmo do papel? Um estudo feito em 2017 pela Bright Light Initiative em parceria com a The Economist, mostrou que 90% dos líderes de grandes empresas admitiram que falharam nas metas propostas pelo planejamento estratégico, justo pela dificuldade na implementação.
Este dado está presente no módulo “Como fazer um planejamento estratégico?” disponibilizado pela EaD Phomenta, que reúne seis vídeos explicando de forma prática este conceito.
Como já citado acima, o planejamento estratégico deve estar alinhado com a missão da ONG e será adotado como uma espécie de bússola para a programação das atividades ao longo do ano. Se você trabalha em alguma organização, sabe que muitos imprevistos desestabilizam a equipe e soluções de última hora precisam ser colocadas em prática e é por este motivo que o planejamento é tão importante.
Onde estamos? Para onde vamos? Antes de mais nada, é preciso entender a situação atual da organização através da realização de um diagnóstico e a dica de ouro é que para que o processo seja efetuado, é necessário nomear alguém da equipe para conduzir este processo, aumentando a responsabilidade de todos os integrantes dela.
Outra dica é sempre atualizar com as novidades do setor para que suas tendências sejam incluídas. Temas como ESG, saúde mental dos colaboradores, captação de recursos, comunicação e tecnologia podem estar presentes neste planejamento. Para conhecer quais são essas tendências, leia o artigo: “Planejamento: implementando tendências do Terceiro Setor para 2024”.
Agora que já falamos sobre a importância das estratégias para as ONGs, vamos apresentar algumas ferramentas que podem ser utilizadas para o primeiro passo do planejamento: o diagnóstico. A Matriz SWOT é um ótimo exemplo de ferramenta que pode ser utilizada para entender mais sobre as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças da ONG antes da realização do planejamento estratégico.
Após o diagnóstico da organização e a finalização do planejamento estratégico, chegou a hora de transformar as metas em ações e o Método SMART pode ser um aliado. Este acrônimo significa Específico, Mensurável, Alcançável, Realista e Oportuno. Ao utilizar esta ferramenta, as metas propostas pelo time são possíveis e objetivas.
Por fim, a Matriz RACI pode ser adotada após as metas estarem concluídas, como um modelo simplificado de uma tabela que divide as responsabilidades do time e permite o acompanhamento das ações de cada um ao longo do processo, aumentando a eficiência da execução.
Para que este processo obtenha o resultado esperado, é preciso ir além do envolvimento do colaborador responsável, é essencial a participação de todo o público de interesse da organização, como os colaboradores, voluntários, beneficiários e parceiros.
Mais importante do que poder planejar as ações, é poder revisá-las. É necessário ter consciência de que as metas e objetivos da organização podem mudar ao longo das ações definidas no planejamento estratégico, e os dois precisam andar sempre juntos.
Um exemplo disso é a pandemia causada pelo Covid-19 que fez com que todos trabalhassem de casa. Como realizar um evento presencial de arrecadação de recursos se não existe a possibilidade de reunir pessoas? Portanto, é preciso sempre se reinventar.
As estratégias só são importantes se refletem as reais necessidades das ONGs e por este motivo, a equipe deve se reunir periodicamente para que os responsáveis por cada ação, apresentem os resultados e se necessário, alguns ajustes serão feitos. Durante estas reuniões, a comunicação precisa ser o mais eficiente possível para que todos entendam suas funções e encaminhamentos definidos.
A sustentabilidade está cada vez mais presente nas ações e decisões de empresas privadas e precisam estar presentes no planejamento das organizações do Terceiro Setor também. Para que estas ações saiam do papel, os gestores precisam se informar sobre o tema e entender mais sobre como adaptar práticas como as de ESG em suas organizações.
Mas de qual forma? Evitar desperdício de água e energia, adotar embalagens sustentáveis, escolher fornecedores que se preocupam com a temática e fazer reciclagem são algumas das iniciativas simples que já fazem a diferença.
Além das iniciativas relacionadas ao meio ambiente, ações referentes às demandas administrativas e éticas também são pontos que devem ser levados em consideração. Se ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto, leia o artigo, “ESG, Responsabilidade Social e Sustentabilidade: do que estamos falando e o que é importante saber?"
No momento em que a equipe está planejando as ações da organização, é preciso atentar-se a algumas questões, como a importância de ouvir o público de interesse sobre o trabalho já realizado pela ONG, para que o diagnóstico seja mais preciso. Neste momento, a Entrevista de Empatia é uma ferramenta interessante para aplicar essa escuta.
Em alguns casos, a construção deste planejamento é feita de forma vertical (de cima para baixo) em que as decisões são tomadas apenas por membros da diretoria, sem levar em consideração os apontamentos dos demais colaboradores.
A construção de metas principais, sem a definição de metas menores e suas ações, também dificultam a ação dos colaboradores que encontram dificuldades em compreender seu papel neste processo.
O planejamento estratégico é essencial para que toda a equipe das organizações esteja em sintonia e trabalhando pelo mesmo objetivo, lembrando sempre que o planejamento pode ser alterado de acordo com influências externas e internas.
Todos queremos obter resultados positivos e para isso, é necessário planejar! Quantas ideias estão esquecidas da gaveta? É hora de colocá-las em prática, pois com a organização e comprometimento da equipe, ideias se tornam realidade.
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